A vulnerabilidade não é boa nem é má:
não é aquilo a que podemos designar uma emoção negra, mas tenho de reconhecer
que também não é uma experiencia leve.
Arriscar-me-ia a assumir que a
vulnerabilidade é a essência de todas as emoções e sentimentos. Sentir é ser
vulnerável. Acreditar que a vulnerabilidade é fraqueza é acreditar que sentir é
fraqueza.
Com alguma frequência, rejeitamos a
vulnerabilidade porque a associamos a emoções difíceis como o medo, a tristeza,
o sofrimento profundo ou mesmo a vergonha. Estas são emoções que tantas e
tantas vezes nos damos conta que não queremos abraçar, ainda que condicionem o
modo como nos posicionamos no mundo. Sei que é difícil acreditar, mas a
investigação refere que a vulnerabilidade é o berço do amor, da pertença, da
empatia, da alegria, da criatividade e da coragem.
Os medos profundos que temos de estar
errados, de sermos desconsiderados e de nos sentirmos inferiores são parâmetros
que nos bloqueiam a correr os riscos necessários para impulsionarmos a nossa
vida no caminho que queremos percorrer.
Para uma vida plena, é crucial sermos
capazes de navegar entre as desilusões difíceis, os sentimentos feridos e os
desgostos inevitáveis. Mas também é essencial:
- Cultivar a calma e a
tranquilidade: libertando-se da ansiedade enquanto estilo de vida.
- Aprender a ser autêntico: reposicionando
o que os outros pensam.
- Ser criativo: descartando a
necessidade da comparação.
- Permitir-se viver o lazer e o
descanso: não dando espaço à exaustão enquanto símbolo de estatuto e
produtividade enquanto auto-estima.
- Diga não ao perfeccionismo: libertando
a ideia de “ter tudo sob controlo” e da necessidade de certeza.
Vulnerabilize-se, atreva-se a ser
FELIZ!
Tânia da Cunha
Psicóloga Clínica/Psicoterapeuta
Tlm: 96 756 44 20