Todos nós estamos sujeitos, no nosso
dia-a-dia, a preocupações, inquietações e stress em maior ou menor grau. Mas o
que será que acontece quando já não temos forças para reagir às exigências que
se colocam? Podemos sentirmo-nos cansados e esgotados. E deste modo, pode
despoletar uma depressão reativa por fadiga.
Há diversos motivos que justificam
uma depressão por fadiga. A predisposição genética é uma explicação provável para
o facto de as pessoas reagirem de modos diferentes a situações de grande
tensão.
As pessoas são tão diferentes entre
si como são diferentes os recursos internos que têm para lidar com idênticas
situações de tensão. Na esfera profissional há quem chegue mesmo a adoecer
psiquicamente devido ao stress que está submetido. Ainda assim, não só a
sobrecarga de trabalho pode causar sofrimento, também a inatividade permanente
pode ser tão penosa que acaba por dar origem a grande descontentamento e
tensão.
A estrutura da personalidade das
pessoas que sofrem de uma depressão por fadiga é amplamente conhecida no meio
científico. De modo geral são muito eficazes no seu trabalho e têm tendência
para querer assumir cargos de grande responsabilidade. Procuram continuamente
afirmar-se perante os outros e gostam de ultrapassar os seus objetivos
profissionais. O medo de falhar, a pressão da concorrência e ao mesmo tempo o
alto nível de exigência que se impõem podem conduzir a uma situação de
permanente tensão interior.
Alguns conseguem conviver com o
stress durante determinados períodos de tempo, mas acabam por ser vencidos. O
cansaço e o esgotamento instalam-se e podem dar origem a uma quebra acentuada
da capacidade de trabalho.
Como quebrar o ciclo? O primeiro passo
que se impõe consiste em alterar a situação de tensão.
o
A
nível profissional, uma conversa com o superior poderá eventualmente ajudar a
resolver o problema.
o
No
que respeita à psicoterapia deverá ser feita uma avaliação das características
da personalidade que estão realmente subjacentes ao conflito, com vista a uma
aprendizagem de novos comportamentos.
o
Também
se têm demonstrado eficazes as atividades desportivas e diversas técnicas de
relaxamento, como por exemplo a prática de ioga, e os exercícios de
autocontrolo.
Tânia
da Cunha
Psicóloga Clínica/Psicoterapeuta
E-mail:
tania_cunha_@hotmail.com
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