As experiências humanas de amar e ser amado são
consideradas por muitos aquilo que dá à vida o seu principal significado. Para
a maior parte das pessoas o amor é o que há de mais importante na vida.
A vivência de uma situação de divórcio é uma
experiência difícil, e por vezes arrasadora, preparados ou não, é uma situação
que implica o sentimento de perda, mudança e consequentemente uma
reestruturação significativa na vida. Quando há uma rutura nessa relação de
amor, por uma das partes, é provocado no outro uma dor que talvez se inclua
entre as mais difíceis de suportar.
Segundo Isolina Ricci (2004), a separação e o
divórcio são um furacão, independentemente de toda a cautela, é grande a
probabilidade de ser atingido pelo impacto. Ignorar os períodos de crise ou
fazer o mínimo possível para atravessar a separação ou o divórcio não dá
resultado.
Terminar uma relação íntima pode despoletar
feridas emocionais, identificar capacidades e recursos que facilitem a sarar as
feridas provocadas pela crise da separação ou divórcio é muito importante.
No adeus a uma relação amorosa, as pessoas
esperam que uma relação em que existe um compromisso queira dizer alguma coisa.
Consideram que merecem uma oportunidade para ver se funciona ou não.
Habitualmente esta tentativa é percecionada como uma forma de dignificar o
compromisso e pode ser considerada como um indício de respeito para com o seu
parceiro e para explicar a sua vida em comum. Um parceiro que planeia
tranquilamente a separação pode ser erradamente levado a pensar que ele ou ela
só tem de dizer “Acabou. Vou sair de casa”.
O percurso desta caminhada (o processo de
divórcio), pode abraçar trajetórias mais ou menos tranquilas. Se por um lado, a
experiencia de separação envolve dor e sofrimento, por outro lado, implica
também crescimento e renovação, pois é uma experiencia que remexe em todos os
sentimentos.
Tânia da Cunha
Psicóloga
Clínica/Psicoterapeuta
Tlm: 96 756 44 20