Os nossos pensamentos fazem de tal forma parte de nós que
mesmo quando estamos a meditar tendemos a aceitar o mundo das ideias e dos
conceitos como sendo a nossa realidade. Com a prática do Mindfulness, uma das
primeiras coisas que nos damos conta é da quantidade de pensamentos que
acompanham cada coisa que fazemos. Tornamo-nos conscientes de que a mente
parece nunca deixar de pensar.
Algumas pessoas assumem mesmo que a prática do Mindfulness,
os está a fazer pensar mais do que pensavam antes de iniciarem a prática. Na
realidade, o que acontece é muito diferente. É mais como se eles tivessem
estado o tempo todo a pensar, mas a diferença é que estão conscientes disso.
Engana-se quem considera que o Mindfulness envolve tentar “fazer
da mente um vazio”. Em vez disso, tentamos estar atentos ao que quer que seja
que esteja a acontecer, momento a momento, incluindo os nossos pensamentos.
Tentamos abrir espaço para eles, observando-os como pensamentos, e deixando-os
estar.
O espaço entre os pensamentos é como um intervalo entre este
momento e o futuro. Este pensamento passou, mas o pensamento futuro ainda não
existe. Na verdade, esta presença da consciencialização não está relacionada
com o passado nem com o futuro; nem sequer está relacionada com a nossa ideia
habitual presente.
Curiosamente, quando encontramos este espaço entre os
pensamentos, podemos expandi-lo a uma experiência profunda e enriquecedora. Ao expandirmos
a calma do espaço entre os pensamentos, a mente perde gradualmente a sua
inquietude e o estado natural da mente começa a revelar-se.
No espaço entre os pensamentos, vemos que a mente em si é o
espaço, transparente e sem forma. Verificamos que os nossos pensamentos também
não têm forma. Quando passamos diretamente por esta sensação de abertura e de
espaço, deixamos de estar confinados aos compartimentos de conceitos, palavras
e imagens que restringiram até ao momento a nossa experiência.
Encontre o espaço entre os pensamentos com sessões de Mindfulness!