
A nossa vida pode ser determinada pela forma como conduzimos
a nossa atenção. Ao mantermos o foco da nossa atenção nos aspetos menos
coloridos da realidade, tendemos a sentir a nossa realidade como negativa e, em
simultâneo, a agirmos de modo a facilitar para que esta se torne mais sombria.
Por exemplo, frequentemente tendemos a sentir medo
relativamente a algo que não aconteceu e que poderá nunca chegar a acontecer,
e, apesar de o objeto do medo não estar presente, fisiologicamente são
desencadeadas várias reações, como se nos deparássemos com uma situação de
perigo real: podemos ficar agitados, ansiosos, a respiração fica mais rápida, o
ritmo cardíaco acelerado e/ou com dificuldade de concentração.
Nesta linha de raciocínio, desafiamo-lo a dar o primeiro
passo: experimente mudar o seu foco rumo a uma vida mais plena. Para isso,
deixamos-lhes algumas sugestões que o podem incentivar à mudança.
Escolha viver com curiosidade e
não refém do medo – o medo limita-nos, leva-nos a evitar situações,
objetos, lugares ou pessoas. A curiosidade, pelo contrário, pode levar-nos
além do medo e trazer-nos experiências de contacto com tudo o que existe.
Podemos encarar o mundo como um lugar de aprendizagem e expansão.
Dosei o seu esforço e o ritmo de
trabalho para poder mantê-lo por muito tempo e sem desgaste excessivo. Um
trabalho bem doseado torna-se mais rentável e mais satisfatório, durante
mais tempo. Além disso, a atitude com que trabalhamos pode e deve ser
convertida no sentido da aceitação e não resistência, caso contrário,
estaremos a desgastar-nos mais pela revolta face à situação de trabalho
que pelo trabalho em si.
Aprecie a calma e a lentidão –
quando atuamos em modo automático, por vezes sob pressão da pressa e das
preocupações, a vida passa-nos mais ao lado. Tendemos a estar menos
presentes no momento que, de facto, estamos a viver. Cultivar a calma e
mesmo tornar os gestos propositadamente mais lentos obriga-nos a regressar
ao Presente e a tornar mais consciente cada instante.
Experimente ser testemunha da sua
própria vida – o automatismo e a precipitação são amigos da instabilidade
e da falta de liberdade de escolha, do mesmo modo que a ação deliberada e
assumida responsavelmente é amiga da consciência e do livre-arbítrio. Ao
assumirmos uma atitude de testemunha e agirmos a partir de um “centro de
ação” interior tendemos a afirmar a consciência e a colher os frutos de
uma vida intensa. Deste modo, alcançamos segurança ao mesmo tempo que nos
tornamos responsáveis pelas nossas ações físicas e mentais.