Do outro lado do espelho


Se já olhou para si próprio como se fosse um jogo de espelhos, sabe que cada imagem refletida exagera certos aspetos da sua aparência física e minimiza outros. Cada vez que interagimos com outra pessoa, dá-se um processo semelhante. A outra pessoa reage consigo de uma forma que se adequa à imagem que ela tem de si.

As pessoas que o conhecem bem, baseiam as suas opiniões nas experiências passadas que viveram consigo, incluindo o modo como se comporta quando está na companhia delas e aquilo que lhes revela acerca dos seus sentimentos.

Quem o conhece apenas num ambiente específico ou numa determinada função social, como o trabalho, forma opiniões a seu respeito com base no seu comportamento nesse ambiente, que podem ser definidas em parte por aquilo que os outros esperam de si.

Finalmente, as pessoas que o encontram pela primeira vez formam opiniões a seu respeito com base no seu comportamento naquele preciso momento, e em estereótipos recolhidos das experiencias delas com outras pessoas, cuja aparência física, postura, vestuário, discurso, são semelhantes aos seus. 

Se transmitirmos uma imagem de alguém seguro, confiante, responsável, quem interage connosco tenderá a valorizar-nos mais, nesse sentido vão ouvir-nos com mais atenção, tendencialmente respeitar-nos-ão e estabelecerão uma comunicação positiva connosco. Pelo contrário, se a imagem que transmitirmos é de insegurança e baixa autoconfiança, tenderemos a ser menos valorizados, menos respeitados, por vezes até teremos dificuldade em que ouçam as nossas ideias, ou, se as conseguimos expor, muitas vezes são pouco valorizadas.

Habitualmente experiencia por parte dos outros, uma grande tendência para a desvalorização e para crítica constante? Desafiamo-lo a experimentar um exercício:


Em ultima análise, a imagem que transmitimos desempenha um papel crucial no modo como os outros irão mediar a comunicação que estabelecerão connosco. Alguém que se sente pouco confiante transmite essa mesma imagem aos outros.