Experimente distinguir os medos
amigos dos medos inimigos. Os amigos alertam-nos do perigo para nos libertarmos dele, não para entregarmo-nos
nas suas mãos. Preparam-nos para desafiar e arriscar, os inimigos desencorajam-nos
para que não o façamos.
Fortaleça-se. A solução para enfrentar o medo é
diminuir o perigo ou aumentar os recursos pessoais. Experimente começar por
preparar o organismo para a “batalha”. O medo emerge da biologia, embora não se
reduza a ela. Está demonstrado que o exercício físico é um antídoto para a
angústia. Proporciona, além disso, uma nova relação com o corpo e com as
sensações que dele precedem. Aumenta a tolerância ao esforço.
Fale consigo próprio como se fosse o
seu treinador. O
modo como conversamos connosco e a influência que esse outro íntimo com quem
conversamos tem no nosso estado de ânimo, permite-nos aceder ou não às fontes
da nossa energia.
Desmascare as crenças que fortalecem
o medo. Para isso,
tenha presentes duas coisas: primeiro, que as técnicas para diminuir o estímulo
perigoso são a dessensibilização imaginária ou real (expor-se gradualmente, ao
vivo ou em imagem); segundo, que as crenças erradas são o cavalo de Troia de
que serve o medo para entrar em si. É preciso detetar essas crenças,
criticá-las, discuti-las, pô-las a um canto, e substituí-las por outras crenças
adequadas.
Lembra-se que não é o seu medo. Uma das artimanhas mais traiçoeiras
usadas pelo medo para debilitar a nossa força é o facto de nos identificarmos
com ele e de nos sentirmos envergonhados. Isso condena-nos ao silêncio e
secretismo que nos impede de procurar ajuda. Combater o medo sozinho, pode ser
difícil! Nesse caso, procure ajuda. As redes de apoio afetivo são a melhor
solução para muitos dos nossos problemas, incluindo o medo.
Tânia da Cunha
Psicóloga
Clínica/Psicoterapeuta
Tlm: 96
756 44 20