O Natal perfeito é uma ilusão? Com frequência criamos ideais
maravilhosos sobre a época natalícia ou memórias de outros tempos, quando tudo
era caloroso e deslumbrante. Muitas vezes tendemos a todo o custo recriar o sentimento dos
Natais passados. Mas estas imagens na grande maioria das vezes são mais
fantasiadas do que reais.
São muitas as emoções que ocorrem durante esta época festiva.
Por um lado, existem sentimentos de felicidade, que podem despoletar
sentimentos de afeto e de proximidade. E por outro lado, podem surgir outras
emoções mais difíceis de gerir: tristeza, solidão, sentimentos de perda, de
saudade do passado, depressão, tensão familiar e conflitos, irritação e
sentimentos de rejeição.
Deixo-vos algumas sugestões para gerir as emoções que surgem
nesta altura do ano:
- Não fique a ruminar sobre aquilo
que falta ou sobre quem está ausente. Foque-se naquilo que pode celebrar
(família, saúde, amigos...). Pessoas ausentes não precisam de serem
esquecidas. Pode experimentar, fazer um brinde ou dedicar algumas palavras
atenciosas, mas não prolongue demasiado.
- Decida aquilo de que precisa e
depois assegure-se de que obtém isso. Se não for possível estar com a
família ou com todos os familiares, convide amigos para serem companhia e
proporcionarem apoio.
- Se vai ficar sozinho, partilhe o
Natal com aqueles que estão na mesma condição ou conte aos seus amigos a
sua situação e pergunte-lhes se pode juntar-se a eles.
- Não entre em conflitos
familiares, fique afastado e mantenha-se como observador. Observe a dinâmica
familiar sem fazer juízos de valor. Evite reuniões de família se achar que
os seus familiares são demasiado rabugentos ou desagradáveis. Ou opte por
fazer uma visita rápida.
Lanço um desafio: este ano não se esforce por ter “o Natal
perfeito”, aceite-o e desfrute-o tal como ele é.