Se estamos muito preocupados por algo possivelmente perigoso
para nós, tal nervosismo vai impedir-nos de ver o risco que corremos, de um
modo objetivo. A ansiedade excessiva face a possibilidade de um perigo, impede
que o abrandemos eficazmente quando ocorre.
Emocionalmente, preocuparmo-nos dificulta a negociação,
deixa-nos sem equilíbrio, inseguros e bastante inquietos. Transformamo-nos em
pessimistas de copo meio vazio torcendo-nos quando tentamos antecipar o que
pode correr mal e como vamos trata-lo.
O preocupar-se muito com algo que possa acontecer, não só não
evita que tal facto aconteça, como pode contribuir para o seu aparecimento.
Se é um preocupado, está provavelmente convencido que se se
preocupar suficientemente, será capaz de imaginar e controlar todos os “E se”
e, depois parar de se preocupar. De alguma forma, preocupar-se para se deixar
de preocupar.
Se escolher gerir-se a si próprio de uma forma rígida,
estritamente definida ou ensaiada, torna-se menos eficiente – mais uma vítima
do controle. Lembre-se que a antecipação e a preocupação são apenas abstrações.
Um preocupado, está casado com a crença de que sobreviverá apenas se estiver
preparado para os males que possam ocorrer.
Em lugar de nos prejudicarmos, sendo exageradamente
temerosos, podemos:
o
Dizer
a nós próprios que os medos irracionais não nos ajudam a evitar os perigos,
mas, muitas vezes, os aumentam.
o
Enfrentar
de vez em quando, alguns receios, como por exemplo falar em público, confrontar
um superior, para demonstrar a si próprio que isso é positivo.
o
Não
deverá assustar-se porque determinado medo já superado volta de novo. Poderá
confrontá-lo outra e outra vez, até que tenha poucas possibilidades de ser afetado
por ele.
o
Permita
vivenciar cada dia o mais naturalmente, arriscando a mobilizar-se no sentido
inverso da sua zona de conforto.