Ainda que, de algum modo, sejamos dependentes de outras
pessoas, não há razão para que tal dependência se amplifique e exijamos que os
outros pensem por nós. Sejamos colaboradores mas não servis.
Não podemos ter a nossa própria identidade e ao mesmo tempo
ser dependentes dos outros. Quanto mais dependente, mais se tenderá a sê-lo. A
dependência, leva a uma diminuição de confiança e a um aumento de ansiedade.
Para que possamos ter segurança em nós próprios podemos
dispor de alguns objetivos concretos:
o
Aceitar
que, por vezes, estamos sós no mundo o que não é catastrófico apoiarmo-nos em
nós próprios e sermos responsáveis pelas nossas próprias decisões.
o
Os
fracassos não são coisas terríveis nem têm nada a ver com o nosso valor
pessoal.
o
Não
rejeitar, de forma rebelde e defensiva, a ajuda dos outros, mas aceitá-la
quando a considerarmos realmente necessária.
Uma pessoa
verdadeiramente autónoma (re) descobre três capacidades: consciência, espontaneidade
e intimidade
o
A
pessoa consciente conhece-se a si própria, conhece o seu passado, o que lhe
permite uma vivência integral do que acontece aqui e agora.
o
A
pessoa espontânea opta. É livre para escolher as atitudes que considera
construtivas e rejeitar todas aquelas que impedem a sua autonomia pessoal.
o
A
pessoa autónoma não teme ser autêntica para si própria e para os outros. É
capaz de experimentar ternura, carinho e afeição. A intimidade não a assusta.