
Os relacionamentos podem constituir uma fonte de segurança, conforto
e alegria quando tudo corre bem, mas outras vezes também podem ser a causa de
stress e de conflitos nas nossas vidas.
Todos queremos que nos amem ou que, pelo menos, gostem de nós
– é uma necessidade fundamental da infância. É evidente que nem sempre é
possível que nos amem ou que gostem de nós o tempo todo. Neste sentido, exigir
a aprovação de todos aqueles de quem gostamos, pode tornar-se numa tarefa
altamente perfecionista e inalcançável.
Não conseguindo a aprovação de todos aqueles que consideramos
importantes, mas continuando a necessitar quase compulsivamente dessa
aprovação, estaremos sempre preocupados, com esse facto, despoletando um grau
elevado de ansiedade que acompanha na maioria das vezes a necessidade extrema
de ser amado.
Supondo, possível em teoria, ter a aprovação de praticamente
todas as pessoas, teríamos de despender nisso muito tempo e energia e abandonar
muitas das nossas próprias necessidades e preferências.
Lembre-se que é impossível, por muito esforço que se faça,
ser sempre simpático. Inevitavelmente não gostamos, ou somos indiferentes a
algumas pessoas.
Em vez de, ficar centrado na necessidade extrema de ser amado
e aprovado, praticamente por todas as pessoas que considera significativas,
experimente:
- Abandonar as necessidades
excessivas de amor, guardando desejos de aprovação saudáveis e adequados,
e lembrando que a verdadeira consideração não advém da aprovação dos
outros, mas do carinho que temos por nós próprios e pela forma como
seguimos os nossos próprios interesses, independentemente de agradarem ou
não ao outro.
- Aceitar que é frustrante não ser
amado pelos que gostaríamos que estivessem do nosso lado, mas deixar de
acreditar que é horroroso e catastrófico.
- Admitindo como desejável a
aprovação dos outros, podemos consegui-la de uma forma inteligente e
tranquila. Por exemplo, compreender que uma das melhores formas de receber
amor é dá-lo com autenticidade.