Não existe uma definição universalmente aceite de ansiedade. A
ansiedade pode ser definida como um estado emocional que possui a qualidade
subjetiva sentida do medo ou de uma emoção muito próxima. Pode ser
desagradável, negativa, dirigida ao futuro, por vezes exagerada relativamente à
ameaça, e implica sintomas corporais subjetivos e manifestos.
A ansiedade pode facilitar a adaptação, ainda que seja
desagradável, mobiliza os recursos físicos e psicológicos para enfrentar aquilo
que nos ameaça e neste sentido desempenha um papel protetor e motivador na
vida.
Por outro lado, a ansiedade pode perder esta função
adaptativa, e o seu papel protetor e motivador, torna-se “destrutivo”. A
ansiedade “destrutiva” é conduzida pela insegurança, desproporcionada às
circunstâncias, sempre exagerada e persistente.
Nesta linha de raciocínio, deixo-vos algumas sugestões que
podem facilitar o (re) equilíbrio interno, no então saliento que não substituem
uma avaliação e intervenção específica se a situação persistir.
o
Introduzir
um certo humor nos momentos adequados. Quando uma pessoa sorri e ri “salta”
imediatamente a resposta de relaxamento.
o
Gerir
adequadamente o tempo. Devem ser estabelecidas prioridades e o tempo deve ser
dividido proporcionalmente pelas várias tarefas. Se o tempo for curto aquilo
que é secundário pode ser deixado de parte e as tarefas delegadas. É também
possível por vezes dizer “não” a exigências que mais tarde restringirão o tempo
disponível.
o
Distanciar-se
de si próprio. Se as circunstâncias parecem ser intoleráveis, pode-se tentar um
certo distanciamento mental de forma a conseguir uma visão mais objetiva. Por
vezes torna-se útil visualizar outra pessoa a lidar com o mesmo problema.
o
Estabelecer
relações de qualidade. O apoio que advém tanto das relações íntimas como
sociais atua como proteção face a acontecimentos stressantes.