É verdade que a infância pode condicionar e prefigurar o
nosso perfil de adultos, mas não menos verdade é que cada um de nós pode melhorar-se
a si mesmo se acreditar que isso é possível e se se esforçar por consegui-lo.
Não se deixe condicionar pelo passado!
Quando alguma criança não recebe afeto razoável para se sentir
amada, poderá sentir injustiça e achar-se inferior comparativamente com outros,
deste modo não aprende a relacionar esforço com recompensa, nem tem um limite
claro do que lhe é permitido fazer, assim, são configuradas todas as condições
necessárias para permanecer na infância, porque não está a ser preparada para a
vida adulta.
Desafio-o que analise e reflita a propósito do seu processo
de desenvolvimento, o caminho da maturidade. Para facilitar esta experiência
referencio em seguida alguns traços básicos do comportamento infantil que devem
atenuar-se ou desaparecer na idade adulta:
- Procura de aprovação.
- Comportamento egocêntrico.
- Procura constante de afeto e de
proteção.
- Dificuldade em assumir
responsabilidades.
- Facilidade em estabelecer e
interromper relações.
- Procura de modelos de
identificação.
É um adulto que renuncia a crescer para satisfazer as suas
necessidades de criança (necessidade de se sentir amado e admirado a toda a
hora, com dificuldade em manter relações estáveis porque isso significaria agir
a um nível de responsabilidade que não desenvolver); OU reconhece que isso não
se consegue de forma gratuita porque, no mundo dos adultos, as coisas não se
ganham sem esforço e o amor não é incondicional.
Tânia da Cunha
Psicóloga Clínica/Psicoterapeuta
Telemóvel: 967564420
E-mail: tania_cunha_@hotmail.com
Etiquetas: Psicoterapia