
Os seus sentimentos muitas vezes saltam da antipatia ao ódio?
Sente-se muitas vezes ameaçado e/ou atacado? Tem dificuldade em confiar nas
pessoas? É frequentemente ciumento? Sente-se em muitas situações rejeitado? Se
a resposta a estas questões foi na sua maioria positiva, muito provavelmente tende
a proteger-se afugentando o perigo, através da hostilidade.
Alguém mais sensível ao controle pode tornar-se hostil se é
confrontado pela sua própria insegurança. A hostilidade pode ter um carácter
defensivo, de forma a criar distância física e emocional de alguém ou de alguma
situação que é percecionada como “perigosa”. A hostilidade pode assumir várias
formas: pode ser passiva, agressiva, desagradável ou tão simplesmente
rabugenta.
Podemos considerar que em algumas situações os nossos
sentimentos hostis são apropriados? Sim, existem ocasiões em que a ira é uma
reação apropriada. Por exemplo quando alguém nos fere, humilha, insulta ou
embaraça é natural sentir ira. Quando à ira é associada a insegurança, a
humilhação, o insulto ou o embaraço ganham um significado diferente – a ira
agrava. Se muito depois do “confronto” ainda está a destilar hostilidade, por
outras palavras se esta emoção persistir pode ser sinal de que o que está
presente é a insegurança.
Se alguma vez encontrar uma situação em que a ira não se
dissipe, é um alerta, em vez de suspeitar das falhas do outro, pense se não é a
sua insegurança que o está a deixar sem controle.
Etiquetas: Emoções, Insegurança, Psicoterapia